DOIS PRA CÁ, DOIS PRA LÁ… – Gizelle Gelinsky
DOIS PRA CÁ, DOIS PRA LÁ…

DOIS PRA CÁ, DOIS PRA LÁ…

Eu, por ele/ela:

“DOIS PRA CÁ, DOIS PRA LÁ…

… como num passo de dança. Aliás, minha vida parece que teve este ritmo desde que nasci. A música, a dança, os sons do meu cotidiano, tudo, incrivelmente, faz parte do mesmo ritmo, de uma mesma melodia, onde cada coreografia vai se encaixando, bem como manda a vida.
Durante muito tempo não acreditava em coincidências, ainda mais nessas que só Deus mesmo para fazer, mas sabe que elas existem? Outro dia até me peguei pensando nisso, num dos raros momentos em que a casa estava em completo silêncio, as crianças dormiam e minha esposa, como sempre, ao lado deles, envolta em cobertas, pés (pequenos pezinhos), mãos (pequenas mãozinhas), e um emaranhado de cabelos, curtos, médios, longos, loiros, castanhos, misturados (ela me mata se falo isso, mas sabe que gosto da cor), isso sem falar nas dezenas de brinquedos, sim, todos numa cama. Os meus poderiam estar ali também, mas é melhor não, os brancos já começam a aparecer e poderiam não contrastar, sem contar que me fazem lembrar que o tempo está passando e, pior, estou ficando velho. Melhor assim, eu aqui e eles ali.
Bom também para eu observar e ver que aquele ritmo maluco, contagiante, frenético, intenso que tem a dança de rua, que trilhou toda a minha vida, agora faz parte dela mais ainda, talvez até com um significado bem maior do que alguns anos, mais profissional, porém nesta etapa da minha vida é dividida com três pessoas.
Foi nesta história que pensei, parei, tentei escrever diversas vezes e não continuei. Hora pelo celular que toca, hora pelos filhos que querem colo, hora pela próxima aula que vai começar, hora pela esposa que interrompe para conversar e, tudo muda.
É aí que entra o que gostaria de falar, das ditas e nem sempre acreditadas, coincidências desta nossa vida maluca, que segue como num passo de dança: dois pra cá, dois pra lá… O básico para iniciar uma dança, a vida, qualquer coisa, mas que a gente sempre complica.
Foi quando a jornalista, amiga da Gizelle (minha mulher), veio me procurar. Desesperada, coitada, pois tinha que escrever um perfil da Gi, mas queria fazer algo diferente, não a visão dela, mas a minha. “Taí”, disse, “Minha chance”.
Foi uma conversa rápida ao telefone, mas profundamente emocionante. Acho que em poucas palavras ela captou meus sentimentos, minha vida, nosso ritmo de vida em família.
Claro que no começo foi difícil falar da minha esposa, até porque a gente diz que sabe falar tanto das pessoas que estão ao nosso lado, mas na verdade faltam as palavras, quando realmente precisamos.
Lembro que comecei pelo básico. Sim, o básico, como sempre.
Gizelle Cristina Pereira Gelinsky (meu sobrenome), 37 anos, nasceu em Itajaí, no dia 4 de maio, jornalista, casada comigo, Paulo Cesar, mãe de dois filhos.
Costumo dizer que é uma autêntica “workaholic”, sem tirar nem pôr. Sempre preocupada com o trabalho, mas extremamente comprometida com a família, com nossos filhos, aliás, creio que este tenha sido um dos motivos que a levou a escolher um novo caminho profissional, o de assessora de imprensa.
A Gizelle atende vários clientes, com um trabalho feito em casa, desta maneira consegue conciliar as duas funções juntas e assim estar presente ao lado de nossos filhos, algo que ela preza muito. “Estou feliz, os resultados estão aparecendo, já me sinto uma empreendedora”, me disse ela outro dia.
Esta nova atividade, fez com que ela pensasse ainda mais no seu futuro profissional, fazendo com que iniciasse este ano uma pós-graduação, em Gestão em Comunicação Empresarial, na Univali, pela facilidade de deslocamento.
As aulas ainda estão no começo, mas já comecei a perceber a intensidade com que ela abraçou o curso e as atividades propostas pelos professores. É a mesma Gizelle de sempre, querendo fazer sempre o melhor e procurando compartilhar com os amigos o seu conhecimento e as novidades descobertas durante as aulas.
Não acompanho as aulas na sala, mas tenho certeza, da Gizelle sempre deve vir algum comentário ou uma história para contar. E olha que são várias, uma infinidade.
Acho que essa facilidade em contar, descrever e falar veio do contato que ela sempre deve com as pessoas. Desde cedo trabalhou, primeiramente ao lado do pai, num comércio, depois passou por outras empresas do mesmo ramo até que, em 2003, mesmo após terminar a faculdade, foi atuar no setor de comércio exterior, ao lado de uma amiga, mas cuidando da documentação da empresa. Foram vários anos de dedicação, até que ao sentir que não teria mais nenhum crescimento profissional no setor, resolveu abandonar a atividade e ariscar um negócio próprio, que lhe desse prazer, mas que ao mesmo tempo pudesse se dedicar à família, o que acreditava estar deixando de lado. Surgia em 2011, a empresa de assessoria de imprensa.
Estar com as crianças, acompanhar o seu crescimento é uma das suas prioridades, ela sempre me disse isso, desde que nasceu nossa primeira filha, a Emanuelle, hoje com quatro anos de idade e depois o Paulo Ricardo , com um ano. É engraçado porque eu penso o mesmo e acredito que nossas vidas tenham se cruzado também em função deste apego pela família, por estar junto e passar para eles a importância desta instituição chamada família, que está se perdendo um pouco, apesar das novas que estão surgindo na sociedade atual. Quando conversamos, a Gizelle fala sempre do orgulho que tem pela família que formamos, mas muito pelos valores que tentamos passar para os nossos filhos e que foram passados pelos nossos pais e que nos fizeram as pessoas que somos hoje.
Vejo nela um apego muito grande aos pais e ao irmão, este seu maior amigo, alguém com quem divide muitas histórias. Acho que esta aproximação cresceu com eles, talvez em razão da fatalidade que os uniu desde que eram pequenos.
Aos três meses de idade, a Gizelle perdeu a irmã mais velha e cerca de dois anos depois nasceu o Ricardo Alexandre, alguém que está sempre perto da nossa família e a quem temos um carinho fora do comum.
Enfim, quem olha assim, pensa que a Gizelle vive só para a família, mas acreditem: ela ainda quer mais. Vez ou outra, ao conversarmos, se culpa por não estar mais conosco, por não poder viajar e apresentar o mundo para nossos filhos.
Talvez este seja nosso principal objetivo juntos, conquistar a estabilidade financeira. Hoje tudo o que fazemos é em função de garantir um futuro melhor para as crianças, uma educação de qualidade e oportunidades.
Animais de estimação? Ela diz que gostaria, mas duvido muito, acha que não teria tempo para cuidar de mais ninguém. Concordo? Não sei.
Apesar de todas as atividades que ocupam nossos dias, sempre buscamos um tempinho para visitar um lugar novo. No mês passado, fomos visitar a Fazenda Dona Francisca, lá na serra. Com a companhia de dança (Tríade), costumo viajar bastante e a Gizelle fica em casa com nossos filhos, então, quando é possível, o passeio é feito por nós quatro.
Já conhecemos muitos lugares interessantes em Santa Catarina e temos o sonho de visitar outros países, como os Estados Unidos, principalmente a Flórida, onde poderemos ir à Disney e também viajar para a Europa, além de ir a show dos nossos músicos preferidos.
E por falar em música, este pode ser considerado um hobby da minha esposa, ela fica horas baixando canções pela internet e, diferente de outras mulheres da sua idade, ela ouve clássicos, o som dos violinos a encanta. Isso mesmo, para quem não sabe, a Gizelle sabe tocar violino. Foram alguns anos de aulas, interrompidas com o nascimento das crianças, mas que poderão ser retomadas, segundo ela espalha por aí.
Ah, é claro, não poderia deixar de mencionar a fascinação da Gizelle pelas redes sociais e por fotografias. O trabalho exige esta grande dedicação ao mundo da tecnologia, mas as fotos são um vício. São inúmeras, porém tenho que confessar que uma delas é a preferida.
Quando ficou grávida da Emanuelle, ela resolveu que faria fotos de barriga de fora. Foi mais do que isso, algumas partes ficaram totalmente descobertas. Foram fotos que outros considerariam sensuais, eu vejo como belas imagens artísticas que vislumbraram ainda mais a beleza de uma mulher grávida. O mesmo aconteceu com a gravidez do Paulo Ricardo, com mais algumas fotos que receberam elogios da família e de amigos.
Agora, quando me vejo aqui, pensando em todas essas histórias que passamos juntos e descrevi para a jornalista, penso se consegui, pelo menos um pouco, falar da minha esposa. De toda a sua personalidade, além dos seus gostos, desejos e sonhos, de uma mulher comprometida com a família, trabalho e estudos, assim como uma pessoa sensível e apaixonada por tudo o que faz.
Opa, alguém se mexeu, é o caçula, hora de acordar de tão doces pensamentos, voltar para o ritmo frenético que levamos a vida e esperar a reportagem sair”.
* Texto: Rúbia Guedes (A ideia de usar um narrador foi meramente para descrever a personagem, o contato com o próprio não ocorreu e as histórias vieram de conversas antigas com a mesma que Rúbia anexou ao perfil).
** Fotos: Gravidez Emanuelle e Paulo Ricardo – Fotógrafa: Jaciara Battellini.

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